Moringa Oleifera

O que é a Moringa Oleifera

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A Moringa oleifera pertence à família Moringaceae, que é composta apenas de um gênero (Moringa) e quatorze espécies conhecidas. Nativa do Norte da Índia, cresce atualmente em vários países dos trópicos.

É um arbusto ou árvore de pequeno porte, de crescimento rápido, que alcança 12m. de altura. Possui uma copa aberta, em forma de sombrinha e usualmente um único tronco. As flores que emergem em panículas, ( foto 2) de cor creme, perfumadas, muito procuradas pelas abelhas.

A planta é conhecida por vários nomes comuns, de acordo com os diferentes usos. Para alguns, é conhecida como ‘baqueta’ em razão da forma dos seus frutos que representam um alimento básico na Índia e na África.

Em algumas partes do oeste da África, é conhecida como “a melhor amiga da mãe” como uma indicação de que a população local conhece muito bem todo o seu valor.

A planta produz uma diversidade de produtos valiosos dos quais as comunidades locais fazem uso por centenas, talvez milhares de anos.

Os frutos verdes da moringa oleifera, folhas, flores e sementes torradas são altamente nutritivos e consumidos em muitas partes do mundo.

O óleo obtido das sementes da Moringa pode ser usado no preparo de alimentos, na fabricação de sabonetes, cosméticos e como combustível para lamparinas.

A pasta resultante da extração do óleo das sementes pode ser usada como um condicionador do solo, fertilizante ou ainda na alimentação animal.

Na Índia, todas as partes da planta são usadas na medicina natural, porém, a química e a farmacologia das diferentes partes da planta são ainda pouco conhecidas.

Em virtude da falta de dados científicos referentes às propriedades medicinais da planta nenhuma recomendação de uso pode ser feita neste sentido.

A Moringa Oleifera pode ser facilmente propagada por sementes ou por estacas. As sementes podem ser plantadas diretamente no local definitivo ou em sementeiras. Não há necessidade de nenhum tratamento prévio.

A planta requer poucos tratos culturais e cresce rapidamente até uma altura de 4m. no primeiro ano. Em condições favoráveis, uma única planta pode produzir de 50 a 70 kg de frutos/ano. É uma das plantas mais úteis para a as regiões semi-áridas.

Na Índia e na África, a Moringa é encontrada crescendo em áreas próximas à cozinha e em quintais, onde as folhas são colhidas diariamente para uso em sopas, molhos e saladas. Possuem um alto conteúdo de proteína (27%) e são ricas em vitamina A e C, cálcio, ferro e fósforo.

Nas regiões secas, o cultivo da Moringa é vantajoso uma vez que suas folhas podem ser colhidas quando nenhum outro vegetal fresco está disponível. As flores, só devem ser consumidas cozidas, fritas na manteiga ou misturadas a outros alimentos.

Os frutos verdes são também muito nutritivos, contendo todos os aminoácidos e são preparados de forma similar às ervilhas verdes, possuindo um sabor próximo ao dos aspargos.

A análise bromatológica das sementes de Moringa, realizada no Laboratório de Nutrição Animal da Embrapa Tabuleiros Costeiros, mostrou teores de 26% de óleo, 27% de proteína e 44% de digestibilidade.

Para o resíduo das sementes após a extração do óleo, o teor de proteína subiu para 34% e a digestibilidade para 56%. Estes resultados são bem promissores quando se visa o uso do resíduo das sementes na nutrição animal.

A Moringa Oleifera é um Purificador Natural

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Em alguns países em desenvolvimento, a água dos rios utilizada para consumo humano e uso doméstico em geral, pode ser altamente túrbida, particularmente na estação chuvosa, contendo material sólido em suspensão, bactérias e outros microrganismos.

A cada ano, milhões de crianças poderão morrer nesses países, vítimas de infeções causadas por água impura. É necessário que se remova a maior quantidade possível desses materiais antes de usá-la para consumo. Normalmente isso é obtido pela adição de coagulantes químicos, dentro de uma seqüência de tratamento controlado.

Coagulantes químicos, tais como o sulfato de alumínio, às vezes não estão disponíveis a um preço razoável para as populações dos países em desenvolvimento. Uma alternativa é o uso de coagulantes naturais, geralmente de origem vegetal, para promover a coagulação de tais partículas.

As descobertas recentes do uso de sementes trituradas de M. oleifera para a purificação de água, a um custo de apenas uma fração do tratamento químico convencional, constitui uma alternativa da mais alta importância. Em relação à remoção de bactérias, reduções na ordem de 90-99% têm sido relatadas na literatura.

Deve ser observado, porém, que o uso do tratamento com sementes, assim como o de outros coagulantes naturais e químicos, não produz água purificada. O risco de infecção pode ser altamente reduzido e a água passa a ser considerada potável. Portanto, alguma forma de desinfecção, tal como fervura, é recomendada.

Em um projeto piloto para tratamento de água em Malawi, na África, foi constatado que enquanto o alumínio é eficiente como coagulante apenas em uma faixa restrita de níveis de pH da água a ser tratada.

as sementes de Moringa atuam independentemente do pH, constituindo-se em uma vantagem a mais em países em desenvolvimento, onde normalmente não é possível controlar efetivamente o pH antes da coagulação.

Tais sementes podem ser usadas no tratamento de água, abrindo possibilidades que asseguram que os países emergentes possam ter água saudável, limpa e potável e para o uso doméstico.

Poderão, sem duvida, se transformar numa solução para reduzir a incidência de doenças provocadas por água impura, que representam uma das principais causas que levam à alta incidência de morte.

Há relatos, na literatura, da introdução de M. oleifera em alguns estados do Brasil a partir de 1950. Porém, como o seu potencial não era bem conhecido, a planta foi usada apenas como ornamental.

A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe, em um trabalho pioneiro, vem realizando um estudo preliminar com plantas de M. oleifera, relativo ao seu comportamento nas condições climáticas da região.

O interesse pela potencialidade da planta vem crescendo consideravelmente na comunidade e um programa de produção de mudas já está em andamento.

O plantio de mudas de M. oleifera nas estações experimentais deste Centro também já foi iniciado para que se constituam bancos de semente de futuros de programas de aproveitamento da planta como fonte de alimento e purificador natural de água para as populações das áreas sujeitas à secas.

Moringa Oleifera X Fidel Castro

Fidel Castro a colocou em moda em Cuba e assegurou tratar-se do segredo na luta contra a desnutrição e a razão para sua própria cura.

O ex-presidente cubano, de 88 anos, cuja saúde vem sido apontada como frágil há muitos anos, a chamou de “árvore milagrosa”.

Chegou, inclusive, a anunciar à imprensa nacional cubana que o país iria “produzir maciçamente” a moringa, conhecida no Brasil como acácia-branca, “que tem também fontes inesgotáveis de carne, ovo e leite”, fazendo uma referência irônica às “dezenas de propriedades medicinais” e nutritivas da planta.

Mas a moringa tem, de fato, muitas outras propriedades. Veja, abaixo, o que se sabe dessa “erva mágica”:

Onde cresce?

A moringa é originária do norte da Índia, Etiópia, Filipinas e Sudão, embora esteja presente em vários países tropicais e subtropicais. A planta se cultiva na África, Ásia tropical, América Latina e Caribe, Flórida e ilhas do pacífico.

A Moringa oleifera, entre as moringas a espécie com maior valor econômico, cresce na região do Himalaia, mas se cultiva extensamente nos trópicos, explica a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, em inglês).

“À medida que se sabe mais sobre seus múltiplos usos, maior é a importância que teve no desenvolvimento de muitas áreas pobres de países em desenvolvimento”, explica John Sutherland, da Universidade de Leicester, Reino Unido.

Em alguns lugares a planta é conhecida como moringueiro e quiabo-de-quina. Na África, também é chamada de “melhor amiga da mamãe”.

Na América Latina é conhecida principalmente em Cuba, República Dominicana, Paraguai e Argentina.

Usos medicinais

Segundo o Centro de Internacional de Pesquisa Agroflorestal (Icraf, na sigla em inglês), a moringa pode medir até 8 m de altura.

Abre-se, em geral, em forma de guarda-chuva e produz flores durante todo o ano. Seu fruto é grande e distinto.

Quase todas as partes da planta podem ser utilizadas na medicina.

“O interesse por suas propriedades medicinais cresceu, há um grande número de estudos científicos sendo feito (sobre ela)”, explica Sutherland.

A FAO diz que as folhas da planta “são ricas em proteínas, vitaminas A, B e C, e minerais, muito recomendados para mulheres grávidas ou em período de amamentação, e ainda para crianças pequenas”.

As folhas, com alto conteúdo de cálcio e ferro, podem substituir o espinafre, acrescenta o Icraf.

Também contêm altas doses de cistina e metionina, aminoácidos que funcionam como antioxidantes naturais para o corpo humano, e são encontrados em alimentos como ovos, carnes, produtos lácteos e cereais integrais.

As vagens jovens da moringa são comestíveis e seu sabor se assemelha ao do aspargo.

As ervilhas verdes podem ser cozidas e, as flores, consumidas em forma de chá, também usado como remédio para resfriados.

De acordo com a FAO, os produtos derivados da moringa têm propriedades antibióticas, contra os parasitas tripanossomas e pressão baixa.

A planta também cura espasmos, úlceras e inflamações, e tem propriedades para reduzir o colesterol e os açúcares no sangue.

As sementes e cascas são utilizadas para tratar problemas circulatórios.

“É uma espécie incrível e tem propriedades multifuncionais”, declarou Fernando Arancibia, da Fundação chilena para a Inovação Agrária (FIA).

O saber popular diz que a planta cura e previne até 300 enfermidades, incluindo diabetes, dores de cabeça ou acne, ainda que não existam estudos científicos que demonstrem tais propriedades.

Talvez por isso muitos se refiram a ela como “a árvore da vida”.

Moringa ajuda a emagrecer?

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Sim. A moringa tem seus efeitos comprovados por especialistas quando se fala na redução de peso corporal. Por ser rica em nutrientes, a planta facilita a reeducação alimentar, sem agredir ao corpo e ao metabolismo.

Como você leu anteriormente nesse artigo, a “carne verde” é responsável por acelerar o metabolismo e queimar a gordura corporal, que são dois fatores super importantes para quem está em busca de perder peso com saúde e de forma rápida.

Além disso, a moringa possui propriedades alimentícias altamente eficazes, rica em proteínas, vitaminas e sais minerais, sendo considerada uma forte aliada no combate à fome e desnutrição pelo mundo.

Por este mesmo motivo, a planta é usada no combate à obesidade e ao colesterol ruim alto, já que serve para substituir alimentos que engordam, como a carne e outros ricos em gorduras saturadas, com nutrição equivalente, presente em sua composição.

Propriedades nutricionais da Moringa Oleifera

A moringa oleifera é considerada a planta mais nutritiva do planeta, pois a árvore contém em todas as suas partes vitaminas e sais minerais em uma quantidade jamais encontrada em outras plantas ou frutas. São 90 nutrientes e 46 tipos de antioxidantes.

Confira a composição nutricional da chamada “carne verde”:

  • Possui sete vezes mais vitamina C que a laranja, essencial para a pele e cabelos;
  • Tem quatro vezes mais cálcio do que o leite;
  • A moringa tem quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, uma arma poderosa contra a cegueira;
  • A planta tem três vezes mais potássio do que a banana;
  • Possui duas vezes mais proteína do que a encontrada no leite (cerca de 27%, semelhante à carne de boi);
  • Tem mais ferro que o espinafre, sendo uma grande aliada no combate à anemia;
  • Possui vitaminas A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E e beta caroteno;
  • É rica em minerais, como o fósforo, zinco, selênio e ferro.

Como consumir?

A moringa pode ser consumida de várias formas, uma vez que todas as partes da árvore são comestíveis tanto para animais quanto para humanos. Veja a seguir as melhores formas:

  1. Folhas: As folhas verdes da moringa podem ser utilizadas tanto para fazer saladas ou serem cozidas, na forma de chá ou de temperos complementares de sopas, por exemplo.
  2. Vagens: As vagens da moringa podem ser cozidas e inseridas em uma refeição comum, podendo ser abertas para se consumir as sementes dentro delas.
  3. Sementes: As sementes da moringa podem ser comidas torradas, cozidas (como os feijões brancos ou a soja, por exemplo) ou extraídas em forma de óleo, que tem qualidade semelhante ao azeite de oliva. Ainda, há pessoas que as usam em forma de mel, que é considerado medicinal.
  4. Raízes: As raízes da moringa possuem formato semelhante às cenouras, só que menores. Por apresentarem um sabor picante, elas podem ser utilizadas na forma de saladas, assim como as flores da planta.
  5. Flores: Com as flores da planta, é possível fazer um prato chamado makansufa, bem famoso na Indonésia e no Timor Leste. Nesta iguaria, as flores são fritas em óleo de coco e imersas no leite de coco, sendo consumidas com milho ou arroz.

No entanto, elas também podem ser consumidas em vitaminas ou sucos ou com outros legumes, como a cenoura e a beterraba, além de frutas como a maçã, abacaxi, caju, laranja, mamão, melão, dentre outras.

Há também a possibilidade de consumir o chá medicinal das flores de moringa, que é altamente indicado para resfriados ou gripes, sendo muito popular em vários países do mundo.

  1. Cápsulas: Ainda, também existe a possibilidade de consumir a moringa em forma de cápsulas. Elas estão à venda em vários mercados e são feitas a partir do pó das folhas.
  2. Extrato: Você também encontra à venda o extrato da moringa, que é obtido a partir das cascas e raízes da planta.
  3. Mel: O mel da moringa é feito a partir das flores ou das sementes da planta e pode ser facilmente encontrado à venda no mercado.

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